Iniciou esta quinta-feira, 17 de
novembro, na cidade de Nampula, região norte de Moçambique, a II Jornada
nacional da Juventude, um evento que junta mais de 1000 participantes, na sua
maioria jovens provenientes de todas dioceses do país.
A cerimónia de abertura do evento
foi antecedida de uma celebração eucarística presidida por Dom Inácio Saure,
arcebispo de Nampula e presidente da conferência episcopal de Moçambique, onde
concelebraram Dom Atanásio Canira e Dom Inácio Lucas, bispos de Lichinga e
Gurué, respetivamente, para além vários sacerdotes. No seu discurso de abertura
do evento, Dom Inácio Saure, convidou aos jovens a deixarem-se tocar por
Cristo, de modo a tornarem-se mais jovens, cultivando a amizade e fraternidade
universal, numa sociedade onde há muita manipulação da juventude.
Caros jovens, quereis fazer o bem para moçambique e o mundo? –
questionou o prelado aos jovens, continuando o seu discurso, e em resposta ao “sim” da juventude presente no local,
apelou a este grupo a não se deixarem instrumentalizar por ninguém.
“Encontramos o Messias (Jo 1, 41)! –
Acompanhar os jovens na Igreja e na sociedade hoje”, é o tema que
durante 4 dias irá nortear as atividades juvenis durante a II jornada nacional
da juventude – JNJ, na cidade de Nampula.
Fundada em 1877, pela Beata Maria
da Paixão, as Irmãs Franciscanas missionárias de Maria chegaram a Moçambique,
concretamente na cidade da Beira em agosto de 1897, em resposta ao convite do
Governador da Companhia de Moçambique, na altura, Francisco Meneses Meireles de
Canto, com objectivo de auxiliar na área da saúde, educação e na instrução
religiosa.
As Festividades dos 125 anos,
tiveram lugar na cidade da Beira, no dia 28 de agosto. Em entrevista a emissora
Católica da Beira, a Ir. Lúcia Mirione, provincial das FMM em Moçambique,
explicou que esta celebração, representa uma grande riqueza e responsabilidade
da sua missão, tendo em mente as acções levadas a cabo pelas primeiras
religiosas no país.
No período das nacionalizações em
Moçambique, a presença das Irmãs Franciscanas missionárias de Maria foi
colocada em causa, pois este instituto perdeu suas instalações a favor do
estado, o que de certa forma constituiu um forte obstáculo, que depois se
transformou em uma oportunidade para o crescimento da congregação, segundo
acrescentou a religiosa.
Atualmente, estão em Moçambique
83 irmãs deste instituto, distribuídas em 13 comunidades existentes no país. Esta
é uma congregação que faz parte da terceira Ordem Regular de São Francisco de
Assis, observando, porém, constituições próprias.
A acção dos insurgentes em
Moçambique continua a alastrar-se, tendo consequências nefastas, com a destruição
de infraestruturas e perdas de vidas humanas. Na noite desta terça-feira (06/09),
este grupo escalou o distrito de Memba, na província de Nampula, onde atacaram
a Missão de São Pedro do Lúrio de Chipene, e assassinaram a Irmã Maria De
Coppi, religiosa comboniana de mais de 80 anos, mantendo em cativeiro outra
religiosa e vandalizaram diferentes infraestruturas da igreja, segundo deu a
conhecer o Padre Maia, do clero diocesano de Nacala, em entrevista a emissora
Católica da Beira, na quarta-feira.
De modo a garantir que não haja
mais perdas de vidas humanas de religiosos, a igreja católica em Nacala,
recomenda a evacuação das zonas de risco próximas de locais onde tiveram lugar
os ataques, principalmente quando se aperceberem de situações estranhas.
Desde o principio da tarde de
quarta-feira, varias foram as mensagens de pesares endereçadas a família comboniana.
Refira-se que a Irmã Maria De
Coppi de nacionalidade italiana, viveu os últimos 59 anos em Moçambique, onde
chegou, pela primeira vez, em 1963. Tendo passado por várias missões: Anchilo,
Meconta, Alua, Balama e Chipene, onde esteve a trabalhar na pastoral paroquial,
dedicando-se, particularmente, à formação das mulheres.
O Simpósio das
Conferências Episcopais da África e Madagáscar (Secam), esteve reunido na sua 19ª
assembleia plenária, entre os dias 25 de julho à 01 de agosto, em Acra, na
República de Gana.
Nesta que também
é uma assembleia eletiva, os Bispos de África elegeram o presidente e dois
vice-presidentes do órgão, onde o Bispo da Diocese de Xai-Xai, Dom Lúcio
Andrice Muandula, foi eleito segundo vice-presidente do Secam, sendo assim o
representante dos países lusófonos de África neste organismo da igreja
Católica.
Junto com Bispo
da Diocese moçambicana, estão o Cardeal Baawobr, actual Bispo de Wa, em Gana e
o Cardeal Fridolin Ambongo Besungu, da Arquidiocese de Kinshasa, na República
Democrática do Congo (RDC), eleitos Presidente e Primeiro vice-presidente do Simpósio
das Conferências Episcopais da África e Madagáscar, respectivamente.
Durante a 19ª assembleia
plenária do Secam, os bispos discutiram sobre o sentido de pertença ao órgão,
assim como questões ligadas a segurança e a migração em África.
O SECAM, criado em 1969 em Kampala, Uganda,
durante a visita do Santo Padre Paulo VI, nasceu do desejo dos bispos católicos
africanos presentes no Concílio Vaticano II de falar a uma só voz sobre
assuntos relacionados com a Igreja em África.
O Simpósio, com
sede em Acra, é composto por oito associações regionais, nomeadamente a
Associação das Conferências Episcopais da África Central (ACEAC), a Associação
das Conferências Episcopais da Região da África Central (ACERAC), a Assembleia
da Hierarquia Católica do Egipto (AHCE), a Associação das Conferências
Episcopais Membros da África Oriental (AMECEA), as Conferências Episcopais do
Oceano Índico (CEDOI), a Conferência Episcopal Regional do Norte de África
(CERNA), a Reunião Inter-regional de Bispos da África Austral (IMBISA), aReunião das Conferências Episcopais da África
Ocidental (RECOWA/CERAO).
Dom Lúcio
Andrice Muandula, foi eleito bispo de Xai-Xai, pelo Papa João Paulo II em de
julho de 2004, e a sua sagração episcopal foi em outubro do mesmo ano. Atualmente
é também presidente Conferência dos Bispos Católicos da África Austral - IMBISA.
Os ataques terroristas que se alastraram para província do Niassa (Norte de
Moçambique), já fizeram mais de quatro mil (4000) deslocados. A primeira incursão
dos insurgentes nesta região, ocorreu a 28 de Novembro no distrito de Mecula.
De acordo com D. Atanásio Amisse Canira, Bispo de Lichinga, esta situação criou
no seio das comunidades, um clima de medo e terror.
O Prelado que
falava em entrevista a emissora Católica da Beira, acrescentou que, a Igreja em
Lichinga tem estado apelar a população que reside nas regiões não afetadas,
para maior solidariedade com os deslocados, numa altura em que a Caritas
Diocesana, desdobra-se ainda em prover apoio as vítimas do terrorismo de Cabo
Delgado, refugiadas em Niassa.
Sem condições para aceder as comunidades Católicas de Mecula, devido a situação
de insegurança, alguns fiéis desta região encontram-se refugiados no distrito
de Marupa, onde são assistidos pastoralmente pelos Sacerdotes da Sociedade
Missionária Coreana. Os deslocados internos do Niassa, necessitam de insumos agrícolas
para produção de alimentos, para além de abrigos, vestuários e material escolar,
refere Dom Atanásio.
Para além de deslocar famílias, os ataques terroristas em Niassa já
causaram mortes e destruição de diversas infraestruturas.
De acordo com o Vatican News, após rezar o Angelus neste domingo, o Papa
recordou que no sábado, 22, foi celebrado o Dia Internacional em Homenagem às
Vítimas de Perseguição Religiosa, “em memória das vítimas de actos de violência
com base na religião e na crença". “Rezemos por estes nossos irmãos – foi
o seu pedido - e com a oração e a solidariedade apoiemos também aqueles - e são
muitos - que ainda hoje são perseguidos por causa da sua fé religiosa. Tantos!”
Francisco também expressou sua proximidade à população de Cabo Delgado,
Moçambique, vítima do terrorismo internacional:
“Gostaria também de reiterar
a minha proximidade à população de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, que
está sofrendo por causa do terrorismo internacional. Faço isso na viva memória
da visita que fiz àquele querido país há cerca de um ano.”
Refira-se que na manhã da última quarta-feira, 19 de agosto, o Santo Padre telefonou para o Bispo de Pemba, Dom Luiz Fernando Lisboa, que tem denunciado o agravamento da
situação humanitária no norte do país.
Segundo um comunicado da Esmolaria Apostólica, nas últimas semanas através
das Nunciaturas Apostólicas, o Papa Francisco doou 35 respiradores. Os
equipamentos chegaram aos países do mundo em maior dificuldade, os gravemente
atingidos pela pandemia e com os sistemas de saúde mais críticos, representando
a proximidade concreta e o amor paterno de Francisco.
Trata-se de respiradores, cruciais para salvar a vida dos pacientes com
formas graves da Covid-19. Nos últimos meses ouvimos falar deles continuamente,
porque o número de pessoas que precisavam desses equipamentos foi, em todos os
lugares, maior do que a disponibilidade dessas máquinas que basicamente,
através da ventilação mecânica, ajudam os pacientes com insuficiência
respiratória, um dos sintomas mais graves do coronavírus.
Na lista detalhada fornecida pela Esmolaria, passamos do continente
americano para a África, até chegar à Europa e Ásia. Quatro respiradores foram
enviados para o Haiti e dois para a República Dominicana e Bolívia, enquanto 4
chegaram ao Brasil, ao qual Francisco assegurou suas orações, fazendo-se
presente três vezes por telefone aos bispos e recomendando-lhes que se confiassem
a Nossa Senhora Aparecida. O Brasil actualmente é um dos países mais críticos
por causa da difusão do vírus: 55 mil vítimas, mais de 1 milhão de casos
confirmados, o pior balanço depois dos Estados Unidos, onde há quase 2 milhões
e quinhentos mil casos e 124 mil mortos.
Três respiradores chegaram à Colômbia e 2 ao Equador, com mais de 4.300
contagiados. Os equipamentos foram entregues pelo Núncio Apostólico ao Ministro
da Saúde Pública para o hospital “Eugénio Espejo”, em Quito, onde o gesto foi
visto pela população como “um bálsamo”, segundo informou o representante da
Santa Sé e arcebispo da cidade, dom Andrés Carrascosa Coso. Outros 3
respiradores chegaram a Honduras, o mesmo número ao México e 4 à Venezuela,
onde a crise de saúde se associa a uma situação social e económica difícil.
Depois a África: no continente, a carícia e a proximidade do Papa chegou aos
Camarões e ao Zimbabwe com 4 respiradores no total, depois a Ásia com 2
respiradores para o Bangladesh, e por fim à Europa com 2 respiradores para a
Ucrânia, onde se contam agora mais de mil vítimas.
DIOCESE DE CHIMOIO CONTA COM MAIS DOIS SACERDOTES E UM DIÁCONO
Por Pe. Suade J.
Suade,
Rádio Pax-Beira
"A nossa Igreja, a
nossa diocese precisa de padres configurados a Cristo e não as suas próprias
fantasias e projectos pessoais. Precisamos de padres que inspirem
espiritualidade, que atraiam os distantes, que atraiam a todos e não
dispersem"- Dom João Carlos, aos neo-ordenados diácono e
presbíteros
A diocese de Chimoio no centro dos pais, conta com mais dois sacerdotes e um
diácono diocesanos, desde ontem dia 16 de Fevereiro do ano em curso. As cerimónias
tiveram lugar no último domingo, na Pároquia Nossa Senhora de Fátima em
Gondola. A missa para as ordenações sacerdotais e diaconal foi presidida pelo Dom
João Carlos Atoa Nunes, Bispo da diocese de Chimoio, concelebrada por Dom
Francisco João Sílota, bispo emérito da diocese com o mesmo nome, pelos
vigários geral e episcopais das várias regiões pastorais daquela Igreja
particular e vários outros sacerdotes vindos não só de Chimoio mas também da
Beira e Maputo.
Participaram igualmente daquela celebração litúrgica religiosas
e religiosos das várias congregações em serviço pastoral naquela diocese, para
além dos familiares, parentes e amigos dos ordenandos e o povo de Deus
proveniente de muitas paróquias daquela prelazia. Estiveram também presentes
naquela cerimónia membros e representantes do governo local, líderes de outras
confissões religiosas entre outros.
Na ocasião foi elevado ao grau do diaconato pala ordenação, o Diácono
Francisco João Jofrisse da Pároquia Nossa Senhora de Fátima de Gondola. Até a
data da sua ordenação diaconal, esteva afecto pastoralmente a Pároquia de São
Paulo de Bárue – Inhazónia. Foram elevados ao grau do sacerdócio pela ordenação
presbiteral os Padres Messias Carlos Mareço, da paróquia de Nossa Senhora de
Fátima de Gondola, e que até a sua ordenação presbiteral fazia sua experiência
pastoral na paróquia de Nossa Senhora de Assunção de Machaze e finalmente o
Padre Sérgio Luís Muchina também pertencente a paróquia de Nossa Senhora de Fátima
Gondola e fez sua preparação pastoral para a ordenação sacerdotal na Paróquia
de Santo António de Machipanda.
Um dos momentos da cerimónia
Na homilia por aquela ocasião, Dom João Carlos presidente da celebração
começou por dizer que aquele domingo era diferente dos outros domingos - "Hoje é um domingo diferente dos
outros, porque a nossa Igreja está em festa, alegre pela ordenação diaconal de
Francisco Jofrisse e sacerdotal de Sérgio Muchina e Messias Mareço".
Dom João Carlos, Bispo de Chimoio
Indo concretamente para as leituras que eram do VI Domingo do Tempo Comum,
aquele prelado disse que elas ajudavam principalmente na necessidade do
discernimento, da escolha, do saber caminhar para fazer escolhas certas. Pois
de acordo com ele, diante do homem está a vida e a morte. Daí que, o homem é
chamado a escolher, a optar a partir do seu discernimento entre a vida e a
morte, entre o bem e mal. Porém, pela sua natureza o homem deve necessariamente
optar pelo bem evitando o mal, escolhendo o caminho da vida iluminados pela
sabedoria divina.
Prosseguindo, disse que os que se apresentavam como
candidatos ao diaconato e sacerdócio, tiveram exactamente de tomar alguma
decisão na sua vida em relação ao caminho que iriam seguir e, isso requereu
deles uma caminhada longa de discernimento, de escolhas e opções e chegaram a
uma conclusão que é de servir a Cristo e o seu povo que é a Igreja e não de ser
servido a semelhança de Jesus o mestre que veio não para ser servido, mas sim
servir. Segundo Dom João Carlos, os recém-ordenados, "são consagrados como Sacerdotes
da nova aliança para anunciar Cristo configurando-se com ele para amar a todos
como el. Eles são capazes de viver a radicalidade para se configurar com
Cristo". Ao terminar a sua homilia, o titular do lugar, agradeceu
a escolha e entrega dos ordinandos para servir a Cristo e a sua Igreja, às suas
famílias, à paróquia e a todos que de forma detecta e indirecta tornaram aquela
celebração uma realidade e sobretudo uma festa. Houve ainda espaço para
apresentação da acta, das mensagens e outras intervenções em torno daquele
evento diocesano.
Importa referir ainda que no próximo domingo dia 23 do mês em curso, serão
ordenados mais dois sacerdotes na Paróquia de São Paulo e São Gerónimo da
Soalpo em Chimoio. Com essas ordenações, a diocese de Chimoio para a contar com
um total de quinze (15) sacerdotes do clero diocesano e um (1) diácono. Ao
todo, aquela jovem diocese conta actualmente com cerca de trinta (30) padres
entre diocesanos e religiosos, sinal claro da presença do Espírito Santo de
crescimento.