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NOMEAÇÃO DO MISSIONÁRIO COMBONIANO COMO BISPO – “SALVAR ÁFRICA COM AFRICANOS”, considera Padre Leonel Bettini


 Rogério Maduca, Rádio Pax, Moçambique

Foi na tarde desta terça-feira, 13 de dezembro, tornada publica a nomeação pelo Papa Francisco, do Padre António Manuel Bogaio Constantino, missionário comboniano, para o cargo de Bispo Auxiliar da Arquidiocese da Beira, uma informação partilhada por Dom Cláudio Dalla Zuanna, Arcebispo da Beira

O já nomeado Bispo Auxiliar, Dom António Bogaio Constantino, agradeceu pela confiança e acrescentou que a mesma representa um sinal de crescimento da Igreja em Moçambique.

Pela nomeação de um Bispo auxiliar para Arquidiocese da Beira, Dom Cláudio Dalla Zuanna, agradeceu ao Sumo Pontífice, Papa Francisco, por ter olhado para um filho da Beira, agradecimentos que foram extensivos ao mais novo membro da conferencia episcopal moçambicana, Dom Constantino.

Dom António Bogaio, cessou recentemente a função de Superior Provincial dos Missionários Combonianos do Coração de Jesus. Em entrevista a estacão Católica da Beira, o Padre Leonel Bettini, missionário comboniano italiano, falou da nomeação do seu confrade, como sinal do cumprimento do projeto do fundador da sua congregação, Daniel Comboni, o de “Salvar a África com os africanos”.

O recém-nomeado Bispo Auxiliar da Beira, Dom António Manuel Bogaio Constantino, encontrava-se na cidade da Beira, para pregar um retiro as irmãs de uma das congregações em serviço nesta região, quando recebeu a notícia da sua nomeação.

O Bispo Auxiliar da Beira, é natural da Beira, província de Sofala, foi ordenado sacerdote em junho de 2001. É também formado em jornalismo, já foi pároco em algumas paróquias das dioceses de Tete e Nampula.

Importa referir que, o Bispo Auxiliar é um Bispo que tem a função de auxiliar ao Bispo Diocesano para atender convenientemente às necessidades pastorais da mesma diocese para o bem do Povo de Deus.

JNJ-NAMPULA: "JOVENS NÃO PERMITAM QUE SEJAM INSTRUMENTALIZADOS"

 

Rogério Maduca, Rádio Pax, Moçambique

Iniciou esta quinta-feira, 17 de novembro, na cidade de Nampula, região norte de Moçambique, a II Jornada nacional da Juventude, um evento que junta mais de 1000 participantes, na sua maioria jovens provenientes de todas dioceses do país.

A cerimónia de abertura do evento foi antecedida de uma celebração eucarística presidida por Dom Inácio Saure, arcebispo de Nampula e presidente da conferência episcopal de Moçambique, onde concelebraram Dom Atanásio Canira e Dom Inácio Lucas, bispos de Lichinga e Gurué, respetivamente, para além vários sacerdotes. No seu discurso de abertura do evento, Dom Inácio Saure, convidou aos jovens a deixarem-se tocar por Cristo, de modo a tornarem-se mais jovens, cultivando a amizade e fraternidade universal, numa sociedade onde há muita manipulação da juventude.

Caros jovens, quereis fazer o bem para moçambique e o mundo? – questionou o prelado aos jovens, continuando o seu discurso, e em resposta ao “sim” da juventude presente no local, apelou a este grupo a não se deixarem instrumentalizar por ninguém.

 “Encontramos o Messias (Jo 1, 41)! – Acompanhar os jovens na Igreja e na sociedade hoje”, é o tema que durante 4 dias irá nortear as atividades juvenis durante a II jornada nacional da juventude – JNJ, na cidade de Nampula. 


"OS ACORDOS DE PAZ DE ROMA, DEVEM INSPIRAR OS MOÇAMBICANOS NA BUSCA DA UNIDADE" - considera o Arcebispo da Beira

Rogério Maduca, Rádio Pax, Moçambique

Moçambique celebrou esta terça-feira (04/10), 30 anos da assinatura dos acordos gerais de Paz, um evento que anualmente é marcado por vários momentos, com destaque para deposição da coroa de flores em diferentes regiões do país.

Na cidade da Beira, as cerimónias tiveram lugar na praça da paz, e foram dirigidas pela Secretária de Estado na província de Sofala (centro do país), Stella Zeca, com a participação de outras autoridades do governo local, lideres religiosos, representantes de partidos políticos, académicos e sociedade civil.

Presente na cerimónia, o Arcebispo da Beira, Dom Cláudio Dalla Zuanna, apelou para que a celebração dos acordos gerais de paz, não seja apenas uma recordação do passado, mas que sirva de inspiração para os moçambicanos na busca pela paz.

Intervindo na ocasião, a Secretária de estado, Stella Zeca, disse que a paz e reconciliação é um caminho sem volta, uma paz que deve ser praticada reconhecendo as diferenças.

Por sua vez, o representante da Comunidade Sant’Egidio nesta parcela do país, Nelson Moda, falou sobre a necessidade de se fazer crescer e proteger a paz, uma acção que deve ser conjunta.

Ainda no âmbito das celebrações dos acordos gerais de Paz (AGP) em Moçambique, o governo moçambicano promoveu em diferentes pontos do país uma conferência religiosa sobre a Paz.

De referir que o aniversário do AGP deste ano, celebra-se sob o lema, “Paz, Reconciliação e Justiça: 30 anos da assinatura do Acordo geral da Paz em Moçambique.”


 

EMPOSSADO NOVO PÁROCO DE LAMEGO, PELO VIGÁRIO GERAL DA ARQUIDIOCESE

Rogério Maduca, Rádio Pax, Moçambique

Desde o dia 7 de agosto, a Paróquia Santo Agostinho-Lamego, situada em uma das localidades do distrito de Nhamatanda em Sofala, passou a ter um novo pároco, o Padre Augusto Abilio Pegissane, do clero diocesano da Beira.

A cerimónia foi presidida pelo Padre Sílvio Anovo, vigário geral da Arquidiocese da Beira, numa celebração eucarística concelebrada pelo Padre Elias Quembo, antigo pároco desta mesma pároquia.

Na ocasião, o presidente da celebração enalteceu o trabalho do Padre Quembo e ao novo pároco recordou-lhe sobre as principais tarefas.

Esta é a primeira vez que a paróquia de Lamego tem um pároco independente, pois no passado as paróquias de Tica e de Lamego, estavam sob o cuidado pastoral do mesmo pároco, este facto histórico alegra o Padre Elias Quembo, pároco cessante, que no fim da celebração também deixou um apelo aos fiéis.

Por sua vez, o Padre Augusto Pegissane, referiu-se a sua tomada de posso como sinal de crescimento da Arquidiocese da Beira.

Refira-se que antes da sua nomeação, o Padre Pegissane exercia a sua acção pastoral na paróquia São José Operário de Estaquinha.




 

REINAUGURAÇÃO DA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA E DIA MUNDIAL DA PAZ


“O Diálogo e a Escuta, são instrumentos preponderantes para o alcance da verdadeira Paz na sociedade moçambicana”  - Arcebispo da Beira Dom Cláudio Dalla Zuanna




A Paróquia Nossa Senhora de Fátima na cidade da Beira, acolheu no passado dia 01 de Janeiro do ano corrente, a habitual missa do Dia Mundial da Paz, celebrada na solenidade de Maria Mãe de Deus. A missa foi presidida por Dom Cláudio Dalla Zuanna Arcebispo da Beira, concelebrada pelos vigários episcopais, o clero diocesano, participaram religiosos, religiosas e fiéis provenientes de várias paróquias da prelazia da Beira. 


Falando por ocasião do dia Mundial da Paz, o Arcebispo da Beira, na sua homília apontou a necessidade de um diálogo mútuo entre a sociedade moçambicana.
Baseando-se na mensagem do Papa Francisco alusiva ao dia mundial da Paz, o prelado disse ser importante que o povo discuta gestos de bondade que devem culminar na escuta baseada na solidariedade. 


Tantas vezes falamos de diálogo, diálogo da paz, mas as vezes este diálogo da Paz é ir falar e dizer o que quer, portanto é preciso ouvir e escutar, este é o primeiro passo do diálogo, mas não só escutar aquele que dispara contra nós, escutar o povo que as vezes injustamente, é acusado de ser parte daqueles que agridem” Citando o Santo Padre, Dom Cláudio referiu que a Paz é um caminho que passa pela escuta, escuta do outro baseada na memória: - “é lembrar-se daquilo que foi o passado, Moçambique tem uma longa experiência de sofrimento, de guerra de luta, de conflitos, escutar o que foi o passado, não só para aprender do passado e não voltar a repetir, mas também fazer memória das coisas boas, porque as vezes um gesto de bondade, nos da força de fazer outros gestos de bondade”,  este acrescentou dizendo: - “uma escuta baseada na solidariedade, é sermos todos no mesmo barco, não pensar em tirar proveito, lembrar que somos duas pessoas, pessoas com mesmo desejos, com mesmos direitos, uma escuta baseada na fraternidade, não só pensar no interesse individual, mas sim sentir que o outro é meu irmão, e se ele desaparece eu perco como irmão, a minha família fica empobrecida”. O Arcebispo continuou a sua homilia e voltou a citar o Papa Francisco, este disse que Paz é um caminho, um caminho de reconciliação na comunhão fraterna, trata-se de abandonar o desejo de dominar os outros e aprender a olhar-se mutuamente como filhos de Deus, como irmãos. Sendo assim, referiu: -“Não há reconciliação, se não se abandona o desejo de dominar os outros, de ter tudo, de não ter que prestar contas, fazer o que lhe convém e não interessar-se com o que os outros pensam. A Paz é um caminho de reconciliação”  

Sobre o cuidado da Casa Comum

No que diz respeito ao meio ambiente, Dom Cláudio fez menção sobre a necessidade da preservação do planeta terra, pois é a casa comum, as consequências negativas sobre a natureza, sobretudo a exploração abusiva dos recursos naturais.
“A Paz não é só uma coisa entre as pessoas, este respeito tem que ser também em relação a natureza”. Citando o Papa Francisco, fez menção das consequências negativas da exploração abusiva dos recursos naturais, considerados como instrumentos úteis apenas para os lucros de hoje. E Questionou: - “Porquê cortar tantas árvores?” Porquê desmatar a nossa Sofala?” E respondeu dizendo: - “porque isso da dinheiro” e aconselhou – “Isso tem consequências negativas, pensar em explorar a natureza somente para o lucro de hoje, sem respeitar as comunidades locais”. O caminho da Paz é também um caminho de conversão ecológica – concluiu Dom Cláudio.

Reinauguração da Paróquia Nossa Senhora de Fátima


A primeira missa do ano 2020, coincidiu com a reinauguração da Paróquia Nossa Senhora de Fátima na cidade da Beira, depois da reabilitação na sequência dos danos provocados pelo ciclone tropical Idai em Março do ano passado.


Este ano missionário, a Diocese da Beira vai no dia 04 de Setembro celebrar os 80 anos da sua fundação, que no entender do Bispo, cada cristão deve dar o seu contributo espiritual para que a igreja seja mas madura em gerar novos filhos.
“A reinauguração da Paróquia, é no fundo o sinal de uma vida nova, de um reerguer a nossa cabeça depois das dificuldades da vida, é um início para este novo ano. Este ano de 2020 que na nossa Arquidiocese é um ano que queremos viver como um ano missionário, mais uma vez, se o rosto de Deus não resplandece em nós, não podemos ser missionários, não podemos falar de Jesus, as pessoas irão ouvir as palavras e não irão entender nada, mas se em nós resplandece o rosto de Jesus, irão ver que em nós esta Jesus, que nós levamos Deus dentro de nós”. No que diz respeito aos 80 anos da fundação da Igreja da Beira, Dom Cláudio falou sobre a necessidade da Igreja mostrar a sua maturidade, esta que é manifestada por ser capaz de gerar novos filhos a Igreja, gerar Jesus no coração dos Irmãos.

Para terminar a sua homília, felicitou a todos pelo novo ano e desejou, que o rosto de Deus resplandeça no rosto de cada um, sendo pessoas que dão a vida e Paz a exemplo de Maria. 




Por: Beto Jorge e Rogério Maduca, Repórter Igreja em Notícias